Promoção_SNArquivistas

Promoção de livros na loja da ARQ-SP

Para comemorar o Dia do Arquivista, a ARQ-SP resolveu presentear todos os profissionais da área com uma semana inteira de promoção.

De 18 a 22 de outubro todos os livros da nossa loja estarão com descontos de até 50%.

Não perca essa oportunidade e complete sua biblioteca!

Se você ainda não possui cadastro em nosso site, siga os passos a seguir:

  • Clique em MINHA CONTA, no canto superior direito da página, ao lado do carrinho de compras.
  • Preencha os campos solicitados.
  • Saia do site para validar seus dados.
  • Acesse a LOJA.
  • Clique em LIVROS.
  • Escolha seu(s) produto(s) sempre clicando no botão COMPRAR.
  • Confirme os produtos no carrinho e, em seguida, clique em PROCEED TO CHECKOUT.
  • Siga as orientações do site para completar seu cadastro.
  • Pague a compra por meio do PagSeguro (boleto, débito automático ou cartão de crédito – à vista ou parcelado).

Se você já tem cadastro mas esqueceu sua senha de acesso, envie e-mail para: diretoria@arqsp.org.br

Outras formas de aquisição e de pagamento: enviar e-mail para diretoria@arqsp.org.br informando o(s) título(s) do(s) livro(s) de seu interesse. Após confirmação da disponibilidade dos livros em estoque, o pagamento poderá ser efetuado por transferência bancária, PIX ou PayPal.

Mas corra: a promoção só vale até sexta-feira ou final do estoque!

Em tempo: os livros serão postados na terça-feira da próxima semana.

Dia 19 de agosto – Dia do Historiador

A Associação de Arquivistas de São Paulo parabeniza todos os Historiadores e alunos de História pelo dia de hoje, e por todos os demais também.

Professores, escritores, arqueólogos, arquivistas, museólogos, conservadores, consultores, gestores de instituições culturais e de custódia de documentos…

Parabéns!

CARTA ABERTA SOBRE O PROCESSO DE DESESTATIZAÇÃO DO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Chamou a atenção da comunidade arquivística brasileira a matéria que Guilherme Amado, jornalista que vem cobrindo a política e o crime organizado em nosso país, publicou em 14 de agosto no periódico digital Metrópoles. Com manchete bombástica – “São Paulo estuda transferir Arquivo Municipal para iniciativa privada” -, a matéria sugere a precariedade das condições em que vive a instituição, comparando-a com a Cinemateca (a mais recente vítima do descaso governamental); e evoca um edital que, tendo sido publicado em 2020, demanda agora providências administrativas que reforçam a ideia de privatização.

O edital de chamamento público n. 23 da Secretaria de Governo do Município de São Paulo, divulgado em 2020, abria à iniciativa privada, de fato, a execução de “serviços de digitalização e microfilmagem, preservação digital e gestão documental-arquivística, incluindo a eventual remodelagem ou requalificação das edificações, a administração predial e exploração imobiliária do Arquivo Público do Município de São Paulo”. A esse grande leque de atividades, todas elas inerentes às incumbências de uma entidade precipuamente devotada à gestão dos documentos acumulados pelo exercício do poder público, não cabe a desculpa jurídica de que correspondem a ações meramente instrumentais e subsidiárias em relação às finalidades do organismo e, portanto, passíveis de terceirização. No caso dos arquivos públicos essa argumentação não procede: as atividades-meio convencionais convertem-se em finalísticas, assumindo o caráter de funções inerentes às categorias abrangidas pelo plano de cargos da entidade. Não é possível ignorar ainda que, em se tratando de arquivos públicos, grande parte dos servidores se reveste da chamada fé pública, isto é, da confiança que o Estado atribui a determinados agentes cujos atos têm sua autenticidade e legalidade presumidas.

A situação dramática do Arquivo Municipal de São Paulo não se limita à falta de verbas, à ausência de concursos para prover a instituição de técnicos ou às precárias instalações que abrigam seu acervo. Há ainda problemas de natureza administrativa que é preciso contornar. A importante atividade de gerenciar os documentos que resultam da missão da Câmara, da Intendência e da Prefeitura no atendimento às demandas sociais de serviços da população de São Paulo, do século XVI aos dias de hoje, é exercida por órgãos de distintas subordinações e com evidentes duplicidades funcionais. O decreto nº 57.783, de 2017, que dispõe sobre a política de gestão documental e o sistema de arquivos do município de São Paulo, quebrou o padrão até então vigente nas instituições públicas brasileiras: retirou do arquivo permanente, por razões que não ficaram esclarecidas, o papel de órgão central do sistema. Todos sabem que a ferramenta sistêmica é uma estratégia para fazer com que entidades de diferentes graus hierárquicos e subordinações possam se articular de maneira horizontal para cumprir determinados objetivos comuns. A produção documental de uma megalópole como São Paulo, por mais complexa que nos pareça em sua magnitude, não escapa à regra: compreende todas as fases do ciclo vital dos documentos gerados pela administração direta e indireta ao longo do tempo. O controle desse processo, que envolve classificação, avaliação, guarda temporária, eliminação, guarda definitiva, descrição e difusão de documentos, numa perspectiva sistêmica, deve ser exercido pelo órgão que, na extremidade final do ciclo, dispõe de uma perspectiva temporal cumulativa e panorâmica. O decreto acabou por conferir à Coordenadoria de Gestão Documental, da Secretaria Municipal de Gestão, o papel de órgão central do sistema, deixando ao Arquivo Histórico Municipal, da Secretaria Municipal de Cultura, um lugar de mero coadjuvante. Permitiu, inclusive, o aparecimento de um Arquivo Público Municipal no lugar do órgão que cumpria as funções de arquivo intermediário. Mais do que a ambiguidade provocada pelo aparecimento de outro órgão com perfil similar, o fato sugere a transformação do Arquivo Histórico Municipal em vitrine de papéis antigos, sem nenhum protagonismo no ingente esforço de representar e comprovar os atos da municipalidade de São Paulo em seus quase quinhentos anos de história.

Como representantes da comunidade arquivística no Conselho Consultivo do Arquivo Histórico Municipal, gostaríamos de obter respostas a nossas inquietações quanto ao futuro da instituição.

São Paulo, 18 de agosto de 2021.

Ana Maria de Almeida Camargo (USP)

Ana Célia Navarro de Andrade (ARQ-SP)

Sonia Troitiño (UNESP-Marília)

Marcelo Antonio Chaves (APESP)

Curso ofertado pelo Arquivo Nacional é contestado pela comunidade arquivística

Anunciado há meses, no último dia 6 o Arquivo Nacional lançou o curso on-line “Introdução às práticas arquivísticas”. Disponibilizado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o curso conta com 27 horas e certificação após a conclusão. Mais do que isso: de acordo com o AN, a formação visa suprir a “necessidade de capacitação de servidores que atuam, ou desejam atuar, em arquivos nos órgãos públicos”. O curso, de acordo com o AN, é o primeiro de cinco que serão lançados na mesma plataforma.

A notícia foi recebida com rechaço por parte da comunidade arquivística brasileira. A Executiva Nacional dos Estudantes de Arquivologia foi a primeira entidade a se manifestar. Em nota, a ENEA considerou a iniciativa do AN como uma “afronta ao desenvolvimento da educação arquivística em nível de graduação no país” e pediu respeito à lei que regulamenta a profissão desde 1978. No mesmo dia, o Fórum Nacional das Associações de Arquivologia do Brasil manifestou preocupação com os cursos. Em nota, o FNArq se disse “contrário a toda e qualquer iniciativa que possa causar obstrução da atuação dos arquivistas de acordo com o previsto na Lei nº 6.546/1978”, uma referência à proposta do AN em criar cursos de nível intermediário em gerenciamento de serviços arquivísticos.

No dia 11, o Arquivo Nacional publicou uma nota de esclarecimentos sobre os cursos. De acordo com o documento, as formações fazem parte do Planejamento Estratégico Setorial do órgão e “não visam substituir a formação necessária em Arquivologia”. 

Fonte: GIRO DA ARQUIVO. Ano III. Edição 142. Agosto de 2021.

O Giro da Arquivo é um instrumento de divulgação e popularização técnica, científica e cultural para a Arquivologia coordenado pelo Prof. Francisco Alcides Cougo Junior, da UFSM. Para assinar o Giro da Arquivo, acesse: https://ufrgs.us12.list-manage.com/subscribe?u=47a6aa33d7d9eb27e0516fbe8&id=03e8159373

“Arquivos revelam história esquecida de colégio preparatório da USP” (Jornal da USP)

Na edição do dia 28 de junho de 2021, o Jornal da USP publicou um artigo sobre o Colégio Universitário, que funcionou entre 1934 e 1943 na Universidade de São Paulo, mais especificamente nas cidades de São Paulo e Piracicaba, com o objetivo de preparar alunos do então ensino médio que pretendiam estudar na USP.

Os documentos foram encontrados por funcionários do Arquivo Geral da USP em 2012, quando iniciaram o trabalho de identificação dos conjuntos documentais da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), atual FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).

No artigo, a jornalista Hérica Dias entrevista a historiadora, supervisora técnica de Gestão Documental do Arquivo Geral e membro da diretoria da ARQ-SP, Lilian Miranda Bezerra, que utilizou o arquivo do colégio como objeto de sua pesquisa de mestrado, cuja dissertação foi defendida em 2020 sob o titulo “O Arquivo do Colégio Universitário da USP: um instrumento de pesquisa”.

Para ler o artigo completo acesse o link: https://jornal.usp.br/universidade/arquivos-revelam-historia-esquecida-de-colegio-preparatorio-da-usp/

Arquivos pessoais: fronteiras

Encontra-se disponível na Biblioteca Digital da ARQ-SP (https://arqsp.org.br/biblioteca-digital-da-arq-sp/) o sexto número da série Eventus, organizado por José Francisco Guelfi Campos. O livro Arquivos pessoais: fronteiras reúne os trabalhos apresentados na terceira edição do encontro “Arquivos Pessoais: experiências, reflexões, perspectivas“, promovido pela Associação de Arquivistas de São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019.

SIA 2020

Últimos dias para submissão dos trabalhos completos para os Anais do SIA 2020

  • PRAZO: até as 23h59 do dia 10 de março de 2021 (após esse horário a plataforma não receberá mais qualquer tipo de submissão).
  • FORMATO dos trabalhos: PDF.
  • COMUNICAÇÃO ORAL: redação do texto final no arquivo Template docx (TRABALHO COMPLETO) , disponível no campo “Formatação dos textos das comunicações orais – NOVO”  em: https://www.simposiointernacionaldearquivos.com/chamada-de-trabalhos 
  • PÔSTER: revisar o arquivo encaminhado para a Mostra de Áudio Pôsteres do SIA 2020, principalmente ortografia, gramática e dados como nome do orientador. Só serão aceitos arquivos em PDF e que estejam de acordo com o arquivo Template pôsteres, disponível no campo “Formatação dos pôsteres – NOVO” em: https://www.simposiointernacionaldearquivos.com/chamada-de-trabalhos
  • Coordenadores de Seminários Temáticos que apresentaram trabalho, palestrantes e conferencistas: enviar o trabalho completo em PDF para o e-mail sia2020@arqsp.org.br , de acordo com o arquivo Template docx (TRABALHO COMPLETO) , disponível no campo “Formatação dos textos das comunicações orais – NOVO”  em: https://www.simposiointernacionaldearquivos.com/chamada-de-trabalhos 
  • REVISÃO DOS TRABALHOS: responsabilidade total dos autores (ortografia, gramática, citações, referências).
  • DÚVIDAS: secretaria_sia2020@arqsp.org.br 

Vicenta Cortés Alonso

O mundo dos arquivos perdeu no dia de ontem, 4 de janeiro de 2021, aos 96 anos, uma de suas mais fulgurantes estrelas, a Professora Doutora Vicenta Cortés Alonso que, lúcida e brilhante como sempre, vivia atualmente em sua cidade natal, Valencia, de onde até recentemente ainda se correspondia com seus amigos, na maioria arquivistas e ex-alunos de tantos e tantos países. A partir de sua licenciatura e doutorado em História, Vicenta partiu para o Curso de Formação Técnica de Arquivistas e Bibliotecários, o que a habilitou a ingressar no Corpo Facultativo de Arquivistas, Bibliotecários e Arqueólogos.  Coube-lhe ocupar o cargo de arquivista do Arquivo Geral de Índias em Sevilha, depois foi para o Arquivo da Delegação da Fazenda emm Huelva, de onde partiu para assumir crescentes atribuições e responsabilidades em Madri, passando a lecionar História da América e Paleografia (cursos também ministrados com enorme êxito em Bogotá e em Chicago). Paralelamente Vicenta Cortés ia produzindo uma copiosa bibliografia em torno de arquivos municipais e de Paleografia, que reuniu em uma vintena de livros e uma centena de artigos. Foi designada Inspetora Geral de Documentação, Bibliotecas e Arquivos do Ministério de Educação e Cultura nos anos 60 e 70 do século passado, quando também começou a ser coordenadora e professora do Curso de Especialização em Organização de Arquivos promovido e subsidiado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), destinado a candidatos de todos os países da América Latina que já tivessem grau universitário e que trabalhassem em arquivos. Esse curso de cerca de 5 meses, que se realizava nas dependências da Escola de Documentalistas da Biblioteca Nacional de Madri e que durou uma vintena de anos, foi absolutamente vital para o progresso e o aperfeiçoamento da Arquivística para inúmeros países do nosso continente. Muitos brasileiros tiveram a incomparável oportunidade de participar desse curso, formado por aulas teóricas dadas por experientes professores, por esclarecedoras visitas e por aulas práticas e estágios em arquivo intermediário (Allcalá de Henares) e em arquivo histórico (Valencia, Sevilha e Orense). A última aula de Vicenta conseguia ser ainda mais brilhante e espetacular que as outras da disciplina que lhe cabia, Organização e Administração de Arquivos. Era quando, com lágrimas nos olhos, com seu apaixonado jeito espanhol de ser, ela nos dizia algo como: “Vayan a sus países y allí empuñen la bandera de los archivos y luten, luten, y luten por ella”.                      

São Paulo, 5 de janeiro de 2021.

Heloísa Liberalli Bellotto

  • Associação de Arquivistas de São Paulo
    ARQ-SP
  • Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Térreo Sala N
    CEP: 05508-000 - São Paulo - SP
  • Telefone / Fax: (11) 3091-3795
    Email: secretaria@arqsp.org.br