O Arquivo Geral da USP e a Associação de Arquivistas de São Paulo convidam
Palestras do Arquivo Geral
ARQUIVO E DITADURA
O QUE SABEMOS HOJE SOBRE O ARQUIVO DO DEOPS-SP
Marcelo Thadeu Quintanilha Martins
De 2013 pra cá, o Arquivo Público do Estado tem se dedicado a organizar e descrever o seu acervo, e tem nesse processo compreendido melhor o acervo do DEOPS-SP. Sob o olhar de um arquivista, traçamos um breve histórico da formação e do recolhimento do acervo do DEOPS-SP, dos trabalhos realizados com auxílio da USP até as últimas descobertas sobre a sua ordem original, procurando mostrar como o conhecimento arquivístico pode contribuir com a pesquisa do seu conteúdo.
AS RELAÇÕES DA USP E OS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA DURANTE A DITADURA CIVIL-MILITAR
(Reconstituindo um arquivo: os documentos da Assessoria Especial de Segurança e Informações da Universidade de São Paulo, 1972-1982)
Márcia Bassetto Paes
Resultado de velha prática administrativa, os arquivos de instituições públicas ou privadas conservam os originais da correspondência recebida e as cópias da correspondência expedida. De 1972 a 1982, em plena vigência da ditadura militar no Brasil, funcionou na Universidade de São Paulo um organismo denominado Assessoria Especial de Segurança e Informação (AESI), destinado a exercer atividades de controle político e ideológico junto à Reitoria. A AESI-USP, portanto, está presente nos arquivos das entidades com as quais se relacionou na condição de remetente ou de destinatária. Uma delas, e a principal fonte de pesquisa, é o Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o DEOPS, cujos arquivos estão sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O propósito da palestra será dar um panorama do que foi este organismo de controle e como está sendo o processo de reconstituição do arquivo; bem como refletir sobre a importância de recolocar estes documentos em seu lugar de origem, isto é, a Universidade de São Paulo.
Sobre os palestrantes:
Marcelo Thadeu Quintanilha Martins é graduado em História pela USP e em Comunicação Social pela ESPM. Possui especialização em História pela PUC-SP e em Arquivologia pela ARQ-SP. É doutor em História Social pela USP e trabalha como diretor do Centro de Acervo Permanente do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Foi coordenador do “Curso de Difusão em Arquivologia – Módulo II: Arquivos Permanentes: teoria e prática”, no Arquivo Público do Estado em parceria com a USP/Leste. É autor de livros e artigos na área de História e de Arquivologia.
Márcia Bassetto Paes é jornalista e cursou Letras e História na USP. Atualmente, é doutoranda em História Social na mesma universidade, pesquisando as relações ente a ditadura civil-militar e as universidades públicas brasileiras (1964 – 1985), com ênfase na Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade de São Paulo. Participou como relatora da Comissão da Verdade da USP. Atua, desde 1976, em movimentos sociais e feministas.
Quando? 30 de agosto de 2018, às 14 horas
Onde?AUDITÓRIO FERNAND BRAUDEL – DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA FFLCH-USP.Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Térreo, Cidade Universitária, São Paulo-SP. (Veja o mapa)
Local: Sala de vídeo do Departamento de História da FFLCH-USP. Rua Prof. Lineu Prestes, 338, 2º andar. Cidade Universitária, São Paulo-SP. (Como chegar)
DOCENTE:Luís Fernando Sayão é graduado em Física pela UFRJ, mestre e doutor em Ciência da Informação pela UFRJ/IBICT. Servidor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), onde já exerceu os cargos de chefe do Centro de Informações Nucleares (CIN); chefe da Divisão de Tecnologia da Informação; coordenador-geral de Informática; representante do Brasil no INIS – International Nuclear Information System (AIEA/ONU) e coordenador-geral da RRIAN – Red Regional de Información en el Área Nuclear. Foi conselheiro do CONARQ e é membro da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos do CONARQ. Leciona no Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia da UNIRIO e no Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui Barbosa. Foi membro do Comitê Técnico-Científico do IBICT e da Comissão de Ensino da CNEN. (Veja o currículo completo)
EMENTA: Cenários que dão origem à geração, uso e compartilhamento intensivos de dados: eScience, Ciência Aberta, Humanidades Digitais, simulação, big data científico versus cauda longa da ciência; a diversidade do conceito de dados de pesquisa, classificação e fluxos; o compartilhamento e reuso e suas vertentes temporais, disciplinares e setoriais; as especificidades da gestão de dados: preservação, curadoria, arquivamento confiável; plataformas de repositórios de dados: tecnologias, serviços, armazenamento, análise, processamento e visualização de dados; plano de gestão de dados: estrutura e ferramentas; política de gestão de dados: sustentabilidade, licenças, dado sensíveis, aspectos éticos e legais.
OBJETIVOS: Levar ao conhecimento dos alunos os fenômenos relacionados à geração, uso intensivo e compartilhamento de dados de pesquisa por segmentos da ciência contemporânea. No final da oficina o aluno deverá compreender as especificidades da gestão e curadoria de dados e as infraestruturas necessárias para o arquivamento, compartilhamento e reuso de dados de pesquisa.
Formas de pagamento: O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja online da ARQ-SP . Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito.
(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar cópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente ou solicitar boleto para pagamento, pelo e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(**) A categoria “estudante” destina-se a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação ou cursos técnicos. Alunos de pós-graduação, especialização e cursos livres devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é preciso enviar cópia de atestado de matrícula para o e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(***) Pagamento por empenho: O desconto oferecido para associados será aplicado apenas para Instituições em dia com a anuidade vigente. Entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.brantes de fazer a inscrição.
VAGAS LIMITADAS!
SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO
A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO
INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:
Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
Acesse a LOJA da ARQ-SP e clique na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código JAP 01/18).
Realize a compra do curso, seguindo o passo a passo informado pelo site.
Somente alunos de cursos técnicos e de graduação são considerados ESTUDANTES.
Somente associados da ARQ-SP têm direito ao desconto referente a essa categoria.
Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar para diretoria@arqsp.org.brcópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente (referente ao ano 2018) ou solicitar boleto para pagamento.
A categoria “estudante” se aplica apenas a alunos regularmente matriculados em cursos técnicos (ensino médio) e de graduação. Alunos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é preciso anexar cópia do atestado de matrícula no sistema.
Informações sobre pagamento:
O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP.
Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito (com opções de parcelamento).
INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:
Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
Acesse a LOJA da ARQ-SP, clique em CURSOS, e depois na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código [Curso Especial]).
Realize a compra do seminário, seguindo o passo a passo informado pelo site.
“Estudantes” devem anexar o comprovante de matrícula no sistema durante o processo de inscrição.
Palestras do Arquivo Geral da USP – Alinhando Conceitos
OS DOCUMENTOS DA MÚSICA:
A PARTITURA
com
Adriano de Castro Meyer
Ana Maria de Almeida Camargo
Paulo Castagna
Com o propósito de discutir questões conceituais relacionadas com a prática arquivística, de preferência aquelas que envolvem abordagens interdisciplinares e não desfrutam de consenso entre profissionais da área, o Arquivo Geral da USP, em parceria com a Associação de Arquivistas de São Paulo, promove uma série de debates que, sob o título Alinhando Conceitos, pretende, de tempos em tempos, focalizar assuntos polêmicos.
O primeiro da série tem por objeto a partitura musical e seu estatuto como documento de arquivo. O debate será coordenado por Ana Maria de Almeida Camargo e contará com a participação de dois musicólogos: Adriano de Castro Meyer, que discorrerá sobre “Peculiaridades da partitura como documento musical”, e Paulo Castagna, cujo tema é “A unicidade do documento e a multiplicidade da representação de obras em acervos musicais”.
Conheça os palestrantes:
Adriano de Castro Meyer é graduado em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestrando em Musicologia pelo Instituto de Artes da UNESP. Trabalha no Serviço de Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP.
Paulo Castagna é doutor em História Social e mestre em Artes pela Universidade de São Paulo. Professor e pesquisador do Instituto de Artes da UNESP.
Ana Maria de Almeida Camargo (coordenadora) é professora sênior do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Quando? 14 de maio de 2018, às 14 horas.
Onde?Arquivo Geral da USP. Rua Francisco dos Santos, 107, Cidade Universitária, São Paulo-SP (travessa da Av. Prof. Lineu Prestes, altura do Instituto de Ciências Biomédicas ICB-4). Clique aqui e veja como chegar.
Atenção: Esta é uma atividade gratuita e as vagas são limitadas. Evite fazer sua inscrição se não estiver seguro de seu interesse ou se não tiver certeza de que terá condições de comparecer. Assim você contribui para que outros interessados não fiquem sem vaga! 😉
La segunda edición del MÁSTER UNIVERSITARIO EN PATRIMONIO HISTÓRICO ESCRITO se desarrollará en la Universidad Complutense de Madrid durante el curso 2018/19.
PRESENTACIÓN
La principal justificación de un Máster Universitario con intención de formar profesionales relacionados con el estudio, catalogación y difusión del patrimonio histórico escrito viene dada por la relevancia que éste tiene dentro del ámbito cultural español e internacional, y la importancia que ha adquirido su conservación, preservación, defensa y difusión tanto en las instituciones públicas como en las privadas.
A efectos de lograr los objetivos propuestos, se podrán realizar prácticas externas, entre otras, en las instituciones siguientes:
– Museo Arqueológico Nacional.
– Biblioteca Histórica Marqués de Valdecilla.
– Archivo Diocesano de Madrid.
– Archivo Regional de la Comunidad de Madrid.
– Real Academia de Bellas Artes de San Fernando.
– Archivo General de la Universidad Complutense de Madrid.
– Fundación Juan March
– Archivo de la Real Academia Española
– Archivo del Museo Naval
– Archivo y Biblioteca. Real Jardín Botánico
– Biblioteca Nacional de España
– Archivo Municipal de Toledo
– Archivo Histórico Provincial de Guadalajara
– Biblioteca de la Real Academia de Ciencias Morales y Políticas
Os interessados poderão fazer sua inscrição e pagamento diretamente no local.
Com o objetivo de fomentar uma discussão conceitual acerca dos termos utilizados por profissionais e pesquisadores da área, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) promoverá, nos dias 4 e 5 de julho de 2018, o I Seminário de Terminologia Arquivística.
Nossa pretensão é adensar, teoricamente, o sentido e o alcance de termos que tradicionalmente vêm sendo empregados no trato com os arquivos, apesar de muitos deles serem também utilizados (com teor similar ou não) por outras disciplinas, como a biblioteconomia, a museologia e a tecnologia da informação. Evitando uma abordagem corporativista, a ideia é não só aprofundar a análise de termos que procuram dar conta dos elementos centrais da ciência arquivística, isto é, daqueles que lhe conferem especificidade e autonomia, mas avaliar um fenômeno recente, qual seja, o da criação de novos termos para designar requisitos e procedimentos próprios dos chamados arquivos digitais.
Na primeira edição deste Seminário, que servirá de balão de ensaio para outras, não abriremos inscrições para comunicações livres. As apresentações serão feitas por especialistas convidados e terão o formato de conferências, seguidas de debates com o público. No final do evento, haverá o relato-síntese de um observador igualmente qualificado. Os resultados do Seminário serão publicados em seguida, inaugurando uma prática de reflexão conceitual que certamente contribuirá para a consolidação da área.
LOCAL DO EVENTO: Auditório Nicolau Sevcenko – Departamento de História da Universidade de São Paulo. Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Térreo – Butantã, São Paulo/SP.
PROGRAMAÇÃO
4 de julho (quarta-feira)
9:30 – Credenciamento e café de boas-vindas
10:00 às 10:15 – Abertura
Ana Célia Navarro de Andrade (presidente da Associação de Arquivistas de São Paulo)
10:15 às 12:00 – Conferência 1 – A arquivologia deve ter uma linguagem de especialidade?
Conferencista: Johanna Wilhelmina Smit (Universidade de São Paulo)
Resumo: Para que um domínio científico seja reconhecido pela academia e pela sociedade, ele deve recorrer a uma linguagem de especialidade? A esta pergunta tentarei responder abordando inicialmente algumas questões teóricas envolvidas na relação entre linguagem natural e linguagem de especialidade, discutindo a importância da última como ponte entre diferentes mundos. A partir da identificação de uma série de termos, correntemente utilizados na bibliografia arquivística, propõe-se uma análise a respeito destes termos, enfatizando os seguintes aspectos: eles são centrais ou periféricos em relação à teoria arquivística? Estes termos são conceituados de forma específica ou no senso comum? Eles também estão presentes na bibliografia de outras áreas do conhecimento? O leque de respostas possíveis às questões acerca dos termos presentes na bibliografia arquivística leva à discussão sobre a importância da criação e utilização de uma linguagem de especialidade, objetivando a consolidação do domínio, a garantia de seu reconhecimento social e sua visibilidade, bem como uma percepção das diferentes linhagens conceituais-terminológicas que convivem na bibliografia e as interrelações entre o domínio arquivístico e outros campos do conhecimento. A construção de uma linguagem de especialidade, em suma, é necessária e/ou viável para a área arquivística?
12:00 às 13:30 – Intervalo (almoço)
13:30 às 15:15 – Conferência 2 – A espécie documental como abarcadora de respectivos tipos documentais
Conferencista: Heloísa Liberalli Bellotto (Universidade de São Paulo)
Resumo: Para efeitos de emprego na metodologia arquivística, quando voltada para a identificação documental, pretende-se aqui defender a possibilidade de considerar-se, como antecedente ao tipo (que corresponde a uma atividade), a existência de uma respectiva espécie documental (que corresponde a uma função que presida aquela atividade). Tal prática permite que melhor se possa compreender a gênese documental, a organicidade arquivística e o contexto de produção. A denominação da série documental, ao incluir a função que a rege, torna mais evidente o elo arquivístico, isto é, o vínculo indelével entre documentos e séries e entre séries e entidades produtoras.
15:15 às 15:30 – Intervalo
15:30 às 17:15 – Conferência 3 – Série documental: considerações teóricas na perspectiva da prática arquivística
Conferencista: Ana Célia Rodrigues (Universidade Federal Fluminense)
Resumo: Estudo das abordagens teóricas sobre a série documental e os resultados da aplicação na prática arquivística brasileira, especificamente no âmbito dos arquivos públicos. Das diferenças conceituais observadas na literatura decorrem os problemas de denominação dos documentos de arquivo e, consequentemente, da definição das séries documentais, comprometendo a desejada padronização dos processos de identificação para a realização das funções arquivísticas no âmbito da gestão de documentos e no tratamento técnico dos documentos acumulados em arquivos.
5 de julho (quinta-feira)
10:00 às 10:15 – Café
10:15 às 12:00 – Conferência 4 – Fundo ou coleção? Reflexões em torno de um dilema
Conferencista: Ana Maria de Almeida Camargo (Universidade de São Paulo)
Resumo: Geralmente apresentados nos programas descritivos como elementos contraditórios e mutuamente excludentes, os conceitos de fundo e coleção merecem ser examinados em conjunto e com maior rigor.
Há uma vasta literatura a propósito daquilo que, em Arquivologia, chamamos de fundo, na medida em que a ele se associam as propriedades e características dos arquivos propriamente ditos. O fundo equivale ao arquivo, mas o termo é empregado em circunstâncias muito específicas, típicas das grandes instituições de custódia de documentos: todo arquivo transforma-se em fundo quando, na fase permanente, tem que conviver com outros arquivos. A marca distintiva de cada arquivo nessa situação (isto é, de cada fundo) está inteiramente relacionada com a entidade de origem, seja ela instituição ou pessoa, e com os documentos que acumulou ao longo do tempo. Não é difícil entender, por extensão, a importância dos conceitos de proveniência e organicidade do material reunido no fundo, qualquer que seja a quantidade de documentos que o integram. A missão do arquivista, afinal, é garantir que os documentos reflitam o contexto em que foram acumulados por determinada entidade.
Para que o termo coleção possa funcionar, no âmbito da terminologia arquivística, como antípoda do fundo, é necessário destituí-lo dos atributos referidos. Os documentos de uma coleção, por exemplo, não são reunidos por acumulação, ou seja, pela formação progressiva, natural, automática e orgânica que caracteriza os arquivos. Alguns autores acentuam o viés não natural dessa reunião, ora tratando-a como intencional ou voluntária, ora como artificial. Outros explicitam os elementos que contrastam mais diretamente com as características do fundo: os documentos de coleção, apesar de reunidos por afinidades de diversos matizes, têm múltipla proveniência e não mantêm, por isso mesmo, relações orgânicas entre si.
Com fronteiras tão bem definidas, os conceitos de fundo e coleção provocam, no entanto, situações ambíguas e equivocadas, que procuraremos ilustrar a partir da bibliografia disponível e de experiências em andamento. A perspectiva desta palestra é postular e discutir a introdução, no processo descritivo, de elementos de identificação mais precisos e coerentes com a origem dos documentos e com a política de acervo das instituições de custódia.
12:00 às 13:30 – Intervalo (almoço)
13:30 às 15:15 – Conferência 5 – Classificação, arranjo e ordenação. contribuições para a compreensão dos elementos de representação do contexto de produção e de recuperação dos documentos de arquivo
Conferencista: Clarissa Moreira dos Santos Schmidt
Resumo: À função classificação atribui-se a institucionalização e a primazia do contexto de produção em detrimento do conteúdo do documento de arquivo, sendo considerada marco importante e condicionante para a construção do campo dos arquivos enquanto área de conhecimento, ou seja, uma autonomia em relação às teorias utilizadas em outras disciplinas, possibilitando diferenciar e organizar o documento de arquivo a partir de parâmetros fundamentais para conferir autonomia e identidade à área.
Comumente admitindo igual significado, seja para os arquivos correntes, seja para os arquivos permanentes, classificação e arranjo são procedimentos elementares para a representação do contexto de produção de documentos de arquivo. A materialização da classificação e a do arranjo são nomeadas, respectivamente, de plano de classificação e de quadro de arranjo. Todavia, é importante destacar que não encontramos, na literatura especializada da área, discussões consistentes sobre a similaridade dos conceitos e das metodologias de classificação e arranjo, para além da idade em que se encontram os documentos.
Já a ordenação é por vezes considerada sinônimo da classificação, ou ainda, como elemento que se preocupa com a organização dos documentos em suas unidades de arquivamento de maneira a facilitar seu uso e recuperação. Assim, o que observamos é a coexistência de diferentes e poucas definições sobre o significado de ordenação de documentos, além de distintas maneiras de compreensão de sua aplicação prática.
A perspectiva desta palestra é compreender, de forma mais precisa e coerente, como os elementos de representação do contexto de produção e os de recuperação dos documentos de arquivo estão sendo significados pela Arquivologia, bem como seus desdobramentos teóricos, metodológicos e suas aplicações práticas.
15:15 às 15:30 – Intervalo
15:30 às 17:15 – Conferência 6 – Modelos de Gestão de Documentos: do ciclo de vida ao continuum
Conferencista: Renato Tarciso Barbosa de Sousa (Universidade de Brasília)
Resumo: Este trabalho procura entender os modelos de gestão de documentos. O início do século XX apresentou aos arquivistas um cenário com problemas novos que ainda não tinham sido enfrentados. O principal deles era o volume documental crescente, resultado do aumento da população, dos avanços tecnológicos e da expansão das atividades do Estado. Além dessa questão, outro fator jogava um papel importante: as mudanças na natureza do contexto administrativo. Era necessário, no âmbito das novas estruturas organizacionais das primeiras décadas do século anterior, descobrir e compreender o contexto de criação e uso dos documentos e a forma como esse conhecimento seria transmitido aos usuários que consultavam esses documentos. Buscava-se, sobretudo, estabelecer modelos para vincular a produção e a preservação dos documentos, dois processos centrais do arquivo. Em 1940, Philip Brooks propõe o records life cycle, que no Brasil ficou conhecido como ciclo vital dos documentos. Este modelo é baseado na premissa que é possível dividir a vida dos documentos em duas fases (gestão de documentos e arquivística) e oito estágios, quatro em cada fase. Uma das formas de operacionalização desse modelo é a conhecida Teoria das Três Idades, proposta, em 1948, no relatório da Comissão Hoover. Nos últimos quarenta anos começa a tomar corpo um novo modelo de gestão de documentos, que é o records continuum. Desde a década de 1960, arquivistas australianos, críticos à linearidade e compartimentalização do modelo de ciclo vital, começam a formular outro pensamento, que se concretiza nos trabalhos de Frank Upward e Sue McKemmish, em meados da década de 1990. Um dos objetivos era unir o que o ciclo vital havia separado: as funções do gestor de documentos e do arquivista.
17:20 às 17:50 – Relato dos observadores: José Augusto Chaves Guimarães (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”) e Johanna Wilhelmina Smit (Universidade de São Paulo)
18:00 – Encerramento.
Entrega dos certificados de participação.
Investimento:
Profissional
Estudante**
Empenho***
Associados ARQ-SP*
R$ 150,00
R$ 75,00
R$ 150,00
Não associados
R$ 200,00
R$ 100,00
R$ 200,00
Temos preços especiais para caravanas a partir de 20 integrantes.Consulte emdiretoria@arqsp.org.br
(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar para diretoria@arqsp.org.brcópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente (referente ao ano 2018) ou solicitar boleto para pagamento.
(**) A categoria “estudante” se aplica apenas a alunos regularmente matriculados em cursos técnicos (ensino médio) e de graduação. Alunos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é preciso anexar cópia do atestado de matrícula no sistema. O desconto para estudantes não é válido para pagamento por empenho.
(***) O desconto oferecido para associados será aplicado apenas para instituições em dia com a anuidade vigente (referente ao ano 2018). Antes de realizar a inscrição, entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.br
Informações sobre pagamento:
O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP, exceção feita a empenhos, até o dia 03 de julho (às 12 horas). Pedido de empenho até o dia 2 de julho!
Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito (com opções de parcelamento).
Para solicitar nota fiscal, os interessados deverão entrar em contato com secretaria@arqsp.org.br
VAGAS LIMITADAS!
SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO
A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO
INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:
Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
Acesse a LOJA da ARQ-SP, clique em CURSOS, e depois na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código STA/2018).
Realize a compra do seminário, seguindo o passo a passo informado pelo site.
“Estudantes” devem anexar o comprovante de matrícula no sistema durante o processo de inscrição.
Na quarta-feira, dia 11 de abril, a Associação de Arquivistas de São Paulo, em parceria com os cursos de Graduação em Biblioteconomia e Pós-Graduação em Arquivos e Bibliotecas Escolares do UNIFAI, realizou o lançamento do quarto volume de sua série Thesis – Existir em bits: arquivos pessoais nato-digitais e seus desafios à teria arquivística, de Jorge Phelipe Lira de Abreu.
O evento, realizado no auditório do Centro Universitário Assunção – UNIFAI, contou com a palestra “Desafios e perspectivas do tratamento de arquivos pessoais digitais“, apresentada pelo autor, espaço para perguntas do público presente e coquetel.
O livro encontra-se à venda na loja da ARQ-SP pelo preço promocional de R$30,00.
Para brindar o lançamento oficial de seu livro Existir em bits: arquivos pessoais nato-digitais e seus desafios à teoria arquivística, resultado da dissertação de mestrado em Gestão de Documentos e Arquivos, Jorge Lira de Abreu apresentará palestra sobre os desafios e as perspectivas do tratamento de arquivos pessoais digitais, tema bastante atual e essencial para todos nos dias de hoje.
A palestra será realizada no auditório do Centro Universitário Assunção (UNIFAI) no dia 11 de abril, das 18 às 18:30 horas. Em seguida, o autor participará de sessão de autógrafos.
A ARQ-SP estará vendendo os livros no local, com preço especial de lançamento.
Promoção válida SOMENTE para o dia do lançamento, no UNIFAI: De R$35,00 porR$28,00.
LOCAL: Sala de Vídeo do Departamento de História da FFLCH-USP. R. Professor Lineu Prestes, 338, 2o. andar, Cidade Universitária, São Paulo – SP. (Como chegar)
DOCENTE:Johanna W. Smit. Professora sênior junto ao Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA-USP. Foi diretora do Arquivo Geral da USP. É graduada em Biblioteconomia e Documentação pela USP (1970), mestre em Documentação pela École Pratique des Hautes Études (França, 1973) e doutora em Análise do Discurso pela Universidade de Paris-I (França, 1977). Tem experiência na área de Ciência da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: arquivologia, arquivo fotográfico, vocabulário controlado e organização da informação. (Veja o currículo completo)
EMENTA: A introdução do controle de vocabulário nos arquivos é necessária, embora nem sempre identificada como tal. Partícipe dos procedimentos de padronização realizados nos arquivos, a questão do vocabulário passa a ter uma grande visibilidade quando o uso dos arquivos (correntes e permanentes) recebe especial atenção, quer a busca se dê presencialmente ou à distância, mediada pela tecnologia.
PROGRAMA:
Controle de vocabulário e vocabulário controlado
Por que controlar o vocabulário?
Onde introduzir o controle de vocabulário?
Principais questões-problema de controle: normalização gramatical, opções de grafia, alterações de topônimos e outros nomes próprios, questões de sinonímia, homonímia, quase-sinonímia e termos compostos
O recurso às notas de escopo e notas de uso
O sistema de remissivas
Controle de vocabulário e classificação
METODOLOGIA: Alternância entre apresentações teóricas, discussão de casos e exercícios práticos com a subsequente discussão pelo grupo.
Empenho***: Instituição associada – R$ 200,00 / Instituição não associada – R$ 260,00 A aceitação de empenhos está suspensa por tempo indeterminado. Para informações, contate: diretoria@arqsp.org.br
(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar cópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente ou solicitar boleto para pagamento, pelo e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(**) A categoria “estudante” destina-se a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação ou cursos técnicos. Alunos de pós-graduação, especialização e cursos livres devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é preciso enviar cópia de atestado de matrícula para o e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(***) Pagamento por empenho: O desconto oferecido para associados será aplicado apenas para Instituições em dia com a anuidade vigente. Entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.brantes de fazer a inscrição.
Formas de pagamento: O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP online. Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito (com opções de parcelamento).
VAGAS LIMITADAS!
SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO
A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO
INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:
Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
Acesse a LOJA da ARQ-SP e clique na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código OF 02/18).
Realize a compra do curso, seguindo o passo a passo informado pelo site.
Somente alunos de cursos técnicos e de graduação são considerados ESTUDANTES.
Somente associados da ARQ-SP têm direito ao desconto referente a essa categoria.
LOCAL: Centro de Apoio à Pesquisa em História “Sérgio Buarque de Holanda” – Departamento de História da FFLCH-USP. R. Professor Lineu Prestes, 338, Térreo, Cidade Universitária, São Paulo – SP. (Como chegar)
DOCENTE:Ana Célia Rodrigues. Professora do curso de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre (2003) e doutora (2008) em História Social pela USP, com pós-doutorado pela USP/Universidade Carlos III de Madrid (2013-2015). Especialista em Organização de Arquivos pelo IEB-USP (1992) e pela Escuela Nacional de Archiveros do Peru/OEA (1993). Tem experiência profissional em arquivos municipais e como consultora em projetos de gestão de documentos junto a entidades públicas e privadas. Coordena o grupo de pesquisa “Gênese Documental Arquivística”, certificado pelo CNPq. (Veja o currículo completo)
OBJETIVOS: Conhecer e aplicar os procedimentos metodológicos para identificar, organizar e disponibilizar documentos acumulados em arquivos.
PROGRAMA:
Documentos acumulados nos arquivos: por onde iniciar o tratamento técnico
Identificação: como reconhecer o documento de arquivo e seu órgão produtor?
Identificação: a importância do estudo do órgão produtor e da tipologia documental.
Classificação: como representar o contexto de produção dos documentos?
Descrição: como recuperar documentos e informações nos arquivos?
(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar cópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente ou solicitar boleto para pagamento, pelo e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(**) A categoria “estudante” destina-se a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação ou cursos técnicos. Alunos de pós-graduação, especialização e cursos livres devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é preciso enviar cópia de atestado de matrícula para o e-mail diretoria@arqsp.org.br.
(***) Pagamento por empenho: O desconto oferecido para associados será aplicado apenas para Instituições em dia com a anuidade vigente. Entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.brantes de fazer a inscrição.
Formas de pagamento: O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP online. Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito (com opções de parcelamento).
VAGAS LIMITADAS!
SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO
A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO
INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:
Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
Acesse a LOJA da ARQ-SP e clique na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código OF 01/18).
Realize a compra do curso, seguindo o passo a passo informado pelo site.
Somente alunos de cursos técnicos e de graduação são considerados ESTUDANTES.
Somente associados da ARQ-SP têm direito ao desconto referente a essa categoria.