[STA/2018] I Seminário de Terminologia Arquivística

Inscrições pelo site ENCERRADAS!

Os interessados poderão fazer sua inscrição e pagamento diretamente no local.

Com o objetivo de fomentar uma discussão conceitual acerca dos termos utilizados por profissionais e pesquisadores da área, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) promoverá, nos dias 4 e 5 de julho de 2018, o I Seminário de Terminologia Arquivística.

Nossa pretensão é adensar, teoricamente, o sentido e o alcance de termos que tradicionalmente vêm sendo empregados no trato com os arquivos, apesar de muitos deles serem também utilizados (com teor similar ou não) por outras disciplinas, como a biblioteconomia, a museologia e a tecnologia da informação. Evitando uma abordagem corporativista, a ideia é não só aprofundar a análise de termos que procuram dar conta dos elementos centrais da ciência arquivística, isto é, daqueles que lhe conferem especificidade e autonomia, mas avaliar um fenômeno recente, qual seja, o da criação de novos termos para designar requisitos e procedimentos próprios dos chamados arquivos digitais.

Na primeira edição deste Seminário, que servirá de balão de ensaio para outras, não abriremos inscrições para comunicações livres. As apresentações serão feitas por especialistas convidados e terão o formato de conferências, seguidas de debates com o público. No final do evento, haverá o relato-síntese de um observador igualmente qualificado. Os resultados do Seminário serão publicados em seguida, inaugurando uma prática de reflexão conceitual que certamente contribuirá para a consolidação da área.

 

LOCAL DO EVENTO: Auditório Nicolau Sevcenko – Departamento de História da Universidade de São Paulo. Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Térreo – Butantã, São Paulo/SP.

 

PROGRAMAÇÃO

4 de julho (quarta-feira)

9:30 – Credenciamento e café de boas-vindas

10:00 às 10:15 – Abertura

Ana Célia Navarro de Andrade (presidente da Associação de Arquivistas de São Paulo)

10:15 às 12:00 – Conferência 1 – A arquivologia deve ter uma linguagem de especialidade?

Conferencista: Johanna Wilhelmina Smit (Universidade de São Paulo)

Resumo: Para que um domínio científico seja reconhecido pela academia e pela sociedade, ele deve recorrer a uma linguagem de especialidade? A esta pergunta tentarei responder abordando inicialmente algumas questões teóricas envolvidas na relação entre linguagem natural e linguagem de especialidade, discutindo a importância da última como ponte entre diferentes mundos. A partir da identificação de uma série de termos, correntemente utilizados na bibliografia arquivística, propõe-se uma análise a respeito destes termos, enfatizando os seguintes aspectos: eles são centrais ou periféricos em relação à teoria arquivística?  Estes termos são conceituados de forma específica ou no senso comum? Eles também estão presentes na bibliografia de outras áreas do conhecimento? O leque de respostas possíveis às questões acerca dos termos presentes na bibliografia arquivística leva à discussão sobre a importância da criação e utilização de uma linguagem de especialidade, objetivando a consolidação do domínio, a garantia de seu reconhecimento social e sua visibilidade, bem como uma percepção das diferentes linhagens conceituais-terminológicas que convivem na bibliografia e as interrelações entre o domínio arquivístico e outros campos do conhecimento.  A construção de uma linguagem de especialidade, em suma, é necessária e/ou viável para a área arquivística?

12:00 às 13:30 – Intervalo (almoço)

13:30 às 15:15 – Conferência 2 – A espécie documental como abarcadora de respectivos tipos documentais

Conferencista: Heloísa Liberalli Bellotto (Universidade de São Paulo)

Resumo: Para efeitos de emprego na metodologia arquivística, quando voltada para a identificação documental, pretende-se aqui defender a possibilidade de considerar-se, como antecedente ao tipo (que corresponde a uma atividade), a existência de uma respectiva espécie documental (que corresponde a uma função que presida aquela atividade). Tal prática permite que melhor se possa compreender a gênese documental, a organicidade arquivística e o contexto de produção. A denominação da série documental, ao incluir a função que a rege, torna mais evidente o elo arquivístico, isto é, o vínculo indelével entre documentos e séries e entre séries e entidades produtoras.

15:15 às 15:30 – Intervalo

15:30 às 17:15 – Conferência 3 – Série documental: considerações teóricas na perspectiva da prática arquivística

Conferencista: Ana Célia Rodrigues (Universidade Federal Fluminense)

Resumo: Estudo das abordagens teóricas sobre a série documental e os resultados da aplicação na prática arquivística brasileira, especificamente no âmbito dos arquivos públicos. Das diferenças conceituais observadas na literatura decorrem os problemas de denominação dos documentos de arquivo e, consequentemente, da definição das séries documentais, comprometendo a desejada padronização dos processos de identificação para a realização das funções arquivísticas no âmbito da gestão de documentos e no tratamento técnico dos documentos acumulados em arquivos.

 


 

5 de julho (quinta-feira)

10:00 às 10:15 – Café

10:15 às 12:00 – Conferência 4 – Fundo ou coleção? Reflexões em torno de um dilema

Conferencista: Ana Maria de Almeida Camargo (Universidade de São Paulo)

Resumo: Geralmente apresentados nos programas descritivos como elementos contraditórios e mutuamente excludentes, os conceitos de fundo e coleção merecem ser examinados em conjunto e com maior rigor.

Há uma vasta literatura a propósito daquilo que, em Arquivologia, chamamos de fundo, na medida em que a ele se associam as propriedades e características dos arquivos propriamente ditos. O fundo equivale ao arquivo, mas o termo é empregado em circunstâncias muito específicas, típicas das grandes instituições de custódia de documentos: todo arquivo transforma-se em fundo quando, na fase permanente, tem que conviver com outros arquivos. A marca distintiva de cada arquivo nessa situação (isto é, de cada fundo) está inteiramente relacionada com a entidade de origem, seja ela instituição ou pessoa, e com os documentos que acumulou ao longo do tempo. Não é difícil entender, por extensão, a importância dos conceitos de proveniência e organicidade do material reunido no fundo, qualquer que seja a quantidade de documentos que o integram. A missão do arquivista, afinal, é garantir que os documentos reflitam o contexto em que foram acumulados por determinada entidade.

Para que o termo coleção possa funcionar, no âmbito da terminologia arquivística, como antípoda do fundo, é necessário destituí-lo dos atributos referidos. Os documentos de uma coleção, por exemplo, não são reunidos por acumulação, ou seja, pela formação progressiva, natural, automática e orgânica que caracteriza os arquivos. Alguns autores acentuam o viés não natural dessa reunião, ora tratando-a como intencional ou voluntária, ora como artificial. Outros explicitam os elementos que contrastam mais diretamente com as características do fundo: os documentos de coleção, apesar de reunidos por afinidades de diversos matizes, têm múltipla proveniência e não mantêm, por isso mesmo, relações orgânicas entre si.

Com fronteiras tão bem definidas, os conceitos de fundo e coleção provocam, no entanto, situações ambíguas e equivocadas, que procuraremos ilustrar a partir da bibliografia disponível e de experiências em andamento. A perspectiva desta palestra é postular e discutir a introdução, no processo descritivo, de elementos de identificação mais precisos e coerentes com a origem dos documentos e com a política de acervo das instituições de custódia.

 

12:00 às 13:30 – Intervalo (almoço)

 

13:30 às 15:15 – Conferência 5 – Classificação, arranjo e ordenação. contribuições para a compreensão dos elementos de representação do contexto de produção e de recuperação dos documentos de arquivo

Conferencista: Clarissa Moreira dos Santos Schmidt

Resumo: À função classificação atribui-se a institucionalização e a primazia do contexto de produção em detrimento do conteúdo do documento de arquivo, sendo considerada marco importante e condicionante para a construção do campo dos arquivos enquanto área de conhecimento, ou seja, uma autonomia em relação às teorias utilizadas em outras disciplinas, possibilitando diferenciar e organizar o documento de arquivo a partir de parâmetros fundamentais para conferir autonomia e identidade à área.

Comumente admitindo igual significado, seja para os arquivos correntes, seja para os arquivos permanentes, classificação e arranjo são procedimentos elementares para a representação do contexto de produção de documentos de arquivo. A materialização da classificação e a do arranjo são nomeadas, respectivamente, de plano de classificação e de quadro de arranjo. Todavia, é importante destacar que não encontramos, na literatura especializada da área, discussões consistentes sobre a similaridade dos conceitos e das metodologias de classificação e arranjo, para além da idade em que se encontram os documentos.

Já a ordenação é por vezes considerada sinônimo da classificação, ou ainda, como elemento que se preocupa com a organização dos documentos em suas unidades de arquivamento de maneira a facilitar seu uso e recuperação. Assim, o que observamos é a coexistência de diferentes e poucas definições sobre o significado de ordenação de documentos, além de distintas maneiras de compreensão de sua aplicação prática.

A perspectiva desta palestra é compreender, de forma mais precisa e coerente, como os elementos de representação do contexto de produção e os de recuperação dos documentos de arquivo estão sendo significados pela Arquivologia, bem como seus desdobramentos teóricos, metodológicos e suas aplicações práticas.

15:15 às 15:30 – Intervalo

15:30 às 17:15 – Conferência 6 – Modelos de Gestão de Documentos: do ciclo de vida ao continuum

Conferencista: Renato Tarciso Barbosa de Sousa (Universidade de Brasília)

Resumo: Este trabalho procura entender os modelos de gestão de documentos. O início do século XX apresentou aos arquivistas um cenário com problemas novos que ainda não tinham sido enfrentados. O principal deles era o volume documental crescente, resultado do aumento da população, dos avanços tecnológicos e da expansão das atividades do Estado. Além dessa questão, outro fator jogava um papel importante: as mudanças na natureza do contexto administrativo. Era necessário, no âmbito das novas estruturas organizacionais das primeiras décadas do século anterior, descobrir e compreender o contexto de criação e uso dos documentos e a forma como esse conhecimento seria transmitido aos usuários que consultavam esses documentos. Buscava-se, sobretudo, estabelecer modelos para vincular a produção e a preservação dos documentos, dois processos centrais do arquivo. Em 1940, Philip Brooks propõe o records life cycle, que no Brasil ficou conhecido como ciclo vital dos documentos. Este modelo é baseado na premissa que é possível dividir a vida dos documentos em duas fases (gestão de documentos e arquivística) e oito estágios, quatro em cada fase. Uma das formas de operacionalização desse modelo é a conhecida Teoria das Três Idades, proposta, em 1948, no relatório da Comissão Hoover. Nos últimos quarenta anos começa a tomar corpo um novo modelo de gestão de documentos, que é o records continuum. Desde a década de 1960, arquivistas australianos, críticos à linearidade e compartimentalização do modelo de ciclo vital, começam a formular outro pensamento, que se concretiza nos trabalhos de Frank Upward e Sue McKemmish, em meados da década de 1990. Um dos objetivos era unir o que o ciclo vital havia separado: as funções do gestor de documentos e do arquivista.

17:20 às 17:50 – Relato dos observadores: José Augusto Chaves Guimarães (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”) e Johanna Wilhelmina Smit (Universidade de São Paulo)

18:00 – Encerramento.

            Entrega dos certificados de participação.

 

Investimento:

Profissional

Estudante**

Empenho***

Associados ARQ-SP*

R$ 150,00

R$ 75,00

R$ 150,00

Não associados

R$ 200,00

R$ 100,00

R$ 200,00

Temos preços especiais para caravanas a partir de 20 integrantes. Consulte em diretoria@arqsp.org.br

 

(*) Para ter direito ao desconto, os associados devem enviar para diretoria@arqsp.org.br cópia do comprovante de pagamento da anuidade vigente (referente ao ano 2018) ou solicitar boleto para pagamento.

(**) A categoria “estudante” se aplica apenas a alunos regularmente matriculados em cursos técnicos (ensino médio) e de graduação. Alunos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) devem se inscrever na categoria “profissional”. No ato da inscrição, é  preciso anexar cópia do atestado de matrícula no sistema.  O desconto para estudantes não é válido para pagamento por empenho.

(***) O desconto oferecido para associados será aplicado apenas para instituições em dia com a anuidade vigente (referente ao ano 2018). Antes de realizar a inscrição, entrar em contato com o e-mail diretoria@arqsp.org.br

 

Informações sobre pagamento:

O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio da Loja da ARQ-SP, exceção feita a empenhos, até o dia 03 de julho (às 12 horas). Pedido de empenho até o dia 2 de julho!

Nossas cobranças são processadas pelo PagSeguro e você pode optar entre boleto bancário (à vista) ou cartão de crédito (com opções de parcelamento).

Para solicitar nota fiscal, os interessados deverão entrar em contato com secretaria@arqsp.org.br

 

 

VAGAS LIMITADAS!

SERÁ CONFERIDO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO

A CONFIRMAÇÃO DA VAGA ESTÁ CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO

 

 

INFORMAÇÃO IMPORTANTE – INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO:

  1. Faça o cadastro no site da Associação de Arquivistas de São Paulo (www.arqsp.org.br). Clique em MINHA CONTA no menu superior e preencha as informações solicitadas.
  2. Após realizar seu cadastro, saia do sistema para validar os dados.
  3. Acesse a LOJA da ARQ-SP, clique em CURSOS, e depois na opção adequada, de acordo com a categoria informada (Selecione pelo código STA/2018).
  4. Realize a compra do seminário, seguindo o passo a passo informado pelo site.
  5. “Estudantes” devem anexar o comprovante de matrícula no sistema durante o processo de inscrição.

 

  • Associação de Arquivistas de São Paulo
    ARQ-SP
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