Reunião de rearticulação do Escudo Azul/Blue Shield no Brasil (08/11/2018, às 16h30, na Biblioteca Mário de Andrade)

Prezados(as) colegas,
No próximo dia 8 de novembro às 16h30 será realizada, na Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94 – República, São Paulo), reunião para tratarmos da rearticulação do Escudo Azul Brasil. Contamos com a presença de todos os antigos participantes e interessados.
 
Convidamos a todos os profissionais interessados para a reunião de rearticulação do Escudo Azul / Blue Shield no Brasil. O objetivo é a reativação e estruturação da importante iniciativa que tem por missão principal a proteção do patrimônio cultural mundial e o apoio técnico-profissional voluntário a acervos, instituições e sítios culturais em situação de risco. O encontro será realizado no dia 08 de novembro, às 16:30, na Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94 – República, São Paulo).
 
Cordialmente,
 
Comissão de Transição do Escudo Azul no Brasil
Diretoria do ICOM Brasil

Arquivos pessoais são tema de encontro na UFMG

Nos próximos dias 6 e 7 de novembro, acontece em Belo Horizonte o Encontro “Universidade e arquivos pessoais: custódia, preservação, difusão”, organizado por professores dos cursos de Arquivologia e Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

A programação conta com conferência de abertura proferida pela Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo, da Universidade de São Paulo. No dia 6, palestram também Fernando Mencarelli, professor da Escola de Belas Artes, e Diná Araújo, diretora da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca Universitária da UFMG. No dia 7, a Profa. Dra. Elizabeth Ribeiro Azevedo, da USP, falará sobre a experiência do Centro de Documentação Teatral da Universidade de São Paulo e os professores Marta Melgaço, Verona Segantini e José Francisco G. Campos apresentarão o relato da experiência realizada com o arquivo do teatrólogo João das Neves, desenvolvida com alunos da Escola de Ciência da Informação da UFMG.

O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas no local do evento. Será conferido certificado aos participantes.

Universidade e arquivos pessoais: custódia, preservação, difusão

Quando? 6 e 7 de novembro de 2018, das 19:00 às 22:00

Onde? Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte) 

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[Palestra] Arquivo Comitê de Defesa dos Direitos Humanos para os Países do Cone Sul: Preservação para acesso e pesquisa

O Arquivo Geral da USP e a ARQ-SP convidam

Palestras do Arquivo Geral da USP

ARQUIVO COMITÊ DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS PARA OS PAÍSES DO CONE SUL: PRESERVAÇÃO PARA ACESSO E PESQUISA

com Ana Célia Navarro de Andrade

Criado no final dos anos 1970, o Comitê de Defesa dos Direitos Humanos para os Países do Cone Sul (Clamor) firmou sério compromisso com seu slogan “Solidariedade não tem fronteiras”, o qual, nos dizeres de Charles Harper, “influenciou de forma precisa nas estratégias adotadas pelo Conselho Mundial de Igrejas como resposta às urgentes necessidades de respeito aos direitos humanos na região” (Harper, 2007). Esse compromisso pode ser facilmente comprovado em uma rápida consulta a seu arquivo, recolhido ao acervo do Centro de Documentação e Informação Científica, CEDIC/PUC-SP, nos anos de 1993 e 1999. Desde então, diversos projetos vêm sendo realizados para a identificação, organização, descrição e digitalização dos documentos do Fundo Clamor com vistas à sua preservação e, num futuro bem próximo, à disponibilização de sua versão digital para consulta online. Neste sentido, a palestra pretende apresentar pequeno histórico da trajetória do Comitê na defesa dos Direitos Humanos, enfatizando seu grande potencial para pesquisa, e relatar as ações até então desenvolvidas com vistas à preservação dos documentos originais e à disponibilização de seu acervo digital para acesso online

Sobre a palestrante: Graduada e licenciada em História (1987), mestre em Ciências/História Social (2000) e doutoranda em História Social, pela Universidade de São Paulo. Desde 1992 ocupa o cargo de Historiógrafa no Centro de Documentação e Informação Científica, (CEDIC/PUC-SP), onde é responsável pelo setor de Conservação e Reprografia. Docente, desde 1997, do curso de extensão cultural “Introdução à Política e ao Tratamento dos Arquivos” (CEDIC/PUC-SP)  e do curso de pós-graduação em Gestão de Arquivos e Bibliotecas Escolares (UNIFAI) desde 2016. Tem ministrado cursos e palestras sobre reprografia de preservação, conservação de acervos, implantação de centros de documentação e gestão documental em várias cidades do Brasil. Atualmente, exerce o cargo de presidente da Associação de Arquivistas de São Paulo em sua quarta gestão consecutiva, tendo coordenado a comissão de cursos da Associação de 2007 a 2014. É membro do Conselho Consultivo do Projeto Memórias Reveladas/Arquivo Nacional, do Conselho Consultivo do Arquivo Histórico de São Paulo e do Comitê Científico Internacional da revista Fuentes (Bolívia). Tem organizado e participado de congressos, encontros e seminários, nacionais e internacionais, apresentando trabalhos sobre sua área de atuação, incluindo projetos sobre organização de acervos de Direitos Humanos no período das Ditaduras Civil-Militares no Cone Sul. Possui diversos trabalhos publicados.

Quando? 30 de outubro de 2018, às 14 horas

Onde? Arquivo Geral da USP. Rua Francisco dos Santos, 107, Cidade Universitária, São Paulo – SP. (Travessa da Av. Prof. Lineu Prestes, altura do Instituto de Ciências Biomédicas ICB-4). Veja o mapa.

Quanto? Grátis!

Clique aqui para fazer a sua inscrição

Atenção! Esta é uma atividade gratuita e as vagas são limitadas. Faça a sua inscrição apenas se tiver real interesse em participar. Caso tenha se inscrito e não puder comparecer, comunique a desistência com antecedência (cursos@arqsp.org.br), assim a vaga será cedida a outro participante 😉  

Luto nacional

A Associação de Arquivistas de São Paulo lamenta profundamente o trágico incêndio que destruiu o Museu Nacional na noite de hoje, 2 de setembro de 2018, e se solidariza com os museólogos, antropólogos, arqueólogos, historiadores, pesquisadores, técnicos e demais funcionários, que dedicaram grande parte de suas vidas ao tratamento, à conservação, à descrição e à difusão do acervo do Museu Nacional.

Inconformada com essa tragédia, anunciada já há alguns anos, a ARQ-SP espera que os governos, federal e estaduais, repensem suas políticas públicas voltadas para a cultura, para a preservação do patrimônio histórico nacional – edificado e documental -, e consequentemente, para a preservação da memória nacional.

Vaga aberta para Técnico em digitalização

Cargo: Técnico em digitalização.
Formação: Ensino Médio completo ou superior em Audiovisual ou Tecnologia da Informação.
Atribuições: digitalização do acervo do museu; realização de reproduções de acervo; atualização de suportes; armazenamento digital de dados; gerenciamento eletrônico de documentos.
Perfil: boa comunicação; boa redação; responsabilidade; trabalho em equipe; interesse pelas áreas da Ciência da Informação.
Necessário: bons conhecimentos de programas para edição de áudio e vídeo. Experiência com mídias analógicas.
Modalidade: CLT  efetivo.
Benefícios:  VA / VR / VT / SV / AM e AO (opcional).
E-mail para envio de currículos:  recrutamento@mis-sp.org.br  –  Assunto: Técnico em digitalização.
Processo seletivo:
  A  seleção será feita por meio de análise de currículos e entrevista a ser agendada com a coordenação e diretoria.

Reitoria da Unicamp anuncia remanejamento de bibliotecário para Centro de Memória

Após intensa mobilização da sociedade em apoio à Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, atendimento ao público será retomado parcialmente na próxima segunda-feira (30).

Após reunião realizada entre a direção do Centro de Memória – Unicamp e a Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), foi apresentada uma solução para viabilizar a reabertura da Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, que suspendeu o atendimento ao público na última segunda feira (23) por conta da aposentadoria das duas bibliotecárias que vinham se revezando nas atividades do setor.

A Administração Central da Universidade informou que irá realizar o deslocamento de um bibliotecário vinculado à Biblioteca Central para trabalhar meio período junto ao acervo bibliográfico do Centro de Memória. Segundo a Reitoria, o servidor assumirá a função a partir da próxima segunda-feira (30), inicialmente no período da tarde.

Apesar de não ser uma solução definitiva para a Biblioteca do CMU, a coordenadora associada da Biblioteca Central, Valéria Martins, explicou que o bibliotecário dará expediente inicialmente à tarde, por ser o período de maior procura pelo acervo. “Entretanto, nós vamos avaliar se esse realmente é o melhor horário, de acordo com o movimento. Se for preciso, nós faremos ajustes, de modo a prestar o melhor atendimento possível ao público”, afirmou em notícia publicada no Portal Unicamp.

Mobilização

Após a divulgação da suspensão do atendimento ao público na Biblioteca, o Centro de Memória recebeu diversas manifestações de apoio e solidariedade de pesquisadores, representantes políticos, entidades e associações da área.

Na Unicamp, os docentes do Departamento de História, o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) e o Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulalio (CEDAE) publicaram notas solicitando a reabertura da Biblioteca. Também se manifestaram no mesmo sentido a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e a Associação Nacional de História – Seção São Paulo (ANPUH-SP), bem como o Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo – 8ª Região (CRB-8), que enviou fiscal da entidade para acompanhar o caso.

Na Câmara de Campinas, uma moção de apelo à reitoria foi proposta pelo vereador Elias Azevedo (PSB), enquanto na Câmara de Vinhedo propositura de igual teor foi protocolada pelo vereador Rodrigo Paixão (REDE). Já o abaixo-assinado pela reabertura da Biblioteca do CMU, lançado no início desta semana, colheu mais de 1.600 assinaturas.

A direção do CMU considera que a mobilização da sociedade foi fundamental para a solução apresentada, agradece os apoios e manifestações de solidariedade recebidos, e informa que seguirá negociando com a Administração Central formas para solução definitiva dos problemas relacionados à reposição do quadro funcional do órgão.

 

Fonte: CMUinforma, 26/07/2018.

Nota do Departamento de História da Unicamp sobre o fechamento da Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, do Centro de Memória (CMU)

Diante da notícia de fechamento da Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, do Centro de Memória da Unicamp (CMU), o Departamento de História destaca:

 1)      A Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa é uma das mais importantes do país dedicada à história do Brasil e, particularmente, à história de Campinas e região. Seu acervo já serviu de base para a produção de inúmeras dissertações, teses e livros (sendo vários deles premiados) em diversas áreas de conhecimento, com especial destaque para o campo das ciências humanas. O fechamento da biblioteca provocará enorme prejuízo para as pesquisas atualmente em desenvolvimento que utilizam o seu acervo e ainda comprometerá futuros trabalhos. Trata-se, portanto, de perda inestimável para a pesquisa de ponta no país.

 2)      Além de servir à comunidade acadêmica devido à alta qualidade de seu acervo, a Biblioteca do CMU presta também enorme serviço à sociedade em geral ao se tornar referência de pesquisa para jornalistas, sociedades profissionais, estudantes da educação básica e outros que buscam informações sobre a cidade de Campinas e região. Além de seu grandioso acervo bibliográfico (86 mil volumes catalogados), incluindo obras raras do século XVIII e XIX, a biblioteca guarda ainda jornais e revistas dos séculos XIX e XX, uma mapoteca com plantas de Campinas e região, partituras do Projeto Carlos Gomes e outros milhares de recortes de jornais e revistas diversos. Seu fechamento, nesse sentido, é um duro golpe no contínuo e necessário processo de desenvolvimento cultural e educacional de nossa sociedade.

 3)      O acervo da Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa é parte integrante do conjunto documental que constitui o Centro de Memória da Unicamp. Trata-se de uma coleção formada ao longo de décadas em perfeita coerência e harmonia com o restante das coleções documentais do CMU. O eventual desmembramento da biblioteca do arquivo histórico ao qual ela está ligada atualmente ou mesmo a distribuição do seu acervo para outras instituições não apenas irá descaracterizar o conjunto da coleção como ainda ampliará grandemente o risco de perdas de material do acervo como frequentemente ocorre em tais situações. Outrossim, para a área de ciências humanas o desmembramento de coleções bibliográficas particulares representa enorme prejuízo para o estudo das influências intelectuais de pesquisadores de renome que tiveram seus a acervos doados para a biblioteca do CMU (a exemplo dos seus fundadores João Falchi Trinca e José Roberto do Amaral Lapa).

 4)      Diante do exposto, lamentamos que a importância da Biblioteca do CMU seja medida pela frequência de visitantes ao seu acervo como destaca a nota oficial da reitoria da Unicamp sobre o caso em 19 de julho de 2018. Não temos dúvida do valor inestimável do acervo da Biblioteca do CMU para a nossa sociedade e para as gerações futuras. Trata-se de local privilegiado para a pesquisa em ciências humanas que têm nas bibliotecas o seu laboratório de trabalho – representando a biblioteca do CMU um laboratório de ponta em nossa área. Reconhecida a importância das bibliotecas para as ciências humanas, nos causa estranheza a associação entre a distribuição de verbas na universidade e o número de frequentadores em tal local (o que seria um critério impensável para laboratórios de outras áreas do conhecimento, como as das ciências biológicas e exatas). Por fim, destacamos que o CMU é também um local de memória da cidade de Campinas e da própria fundação e trajetória da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Legado que diante da atual situação corre sério risco de se perder.

 Desde já nos colocamos à disposição para colaborar com a Unicamp no que for necessário para a manutenção da Biblioteca do CMU nos moldes como se constituiu até os dias de hoje.

Departamento de História da Unicamp.

23 de Julho de 2018

MOÇÃO DE REPÚDIO

O panorama sombrio – que, aliás, já tivemos oportunidade de caracterizar a propósito da negligência com que têm sido tratados os organismos de custódia e pesquisa no Brasil – atinge agora a Universidade de Campinas. Ante a iminência de fechamento da biblioteca do Centro de Memória da UNICAMP (CMU) por falta de funcionários, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e a Associação Nacional de História – Seção São Paulo (ANPUH-SP) manifestam sua solidariedade à diretora demissionária e repudiam toda e qualquer medida que possa tolher o cumprimento da missão institucional deste Centro, responsável pelo acervo mais completo de obras e documentos relacionados com a história de Campinas.

 

São Paulo, 19 de julho de 2018.

Ana Célia Navarro de Andrade

Presidente da ARQ-SP

Circe Maria Fernandes Bittencourt

Presidente da ANPUH-SP

 

Manifestação da ARQ-SP e da ANPUH-SP dirigida ao Prefeito do Município de Santos

 

 

O PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE SANTOS

 

UM CASO LAMENTÁVEL DE OMISSÃO E ABANDONO

 

 

Nos últimos dias a imprensa santista tem chamado a atenção para algo que, na verdade, vem ocorrendo há tempos: o abandono a que a Prefeitura relegou importantes componentes do patrimônio documental da municipalidade. Em sua face mais visível, o abandono compromete dois monumentos de inestimável valor histórico e turístico: o Outeiro de Santa Catarina e a Casa de Frontaria Azulejada, marcos emblemáticos da história da cidade que foram objeto de cuidadoso e caro processo de restauração antes de ser entregues à Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), em 1992, para que neles se desenvolvessem serviços de sua competência, como a guarda de documentos e atividades expositivas. O que ninguém vê, no entanto, é a falta de funcionários, a precariedade dos equipamentos de conservação preventiva, a quase nenhuma manutenção das dependências em que funciona o Arquivo Intermediário e a inexistência de recursos para dar continuidade a iniciativas (cursos, encontros de arquivos municipais, publicação de instrumentos de pesquisa) que sempre distinguiram a FAMS em meio à comunidade arquivística e de pesquisadores.

 

Atentas, por dever estatutário, a todo e qualquer problema que afete as políticas públicas voltadas para a preservação da memória, no âmbito do Estado de São Paulo, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e a Associação Nacional de História – Seção São Paulo (ANPUH-SP) demandam da Prefeitura Municipal de Santos, com a devida urgência, as medidas que permitam reverter esse lastimável estado de coisas.

 

São Paulo, 11 de junho de 2018.

Ana Célia Navarro de Andrade

Presidente da ARQ-SP

Circe Maria Fernandes Bittencourt

Presidente da ANPUH-SP

 

 

 

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